quinta-feira, 12 de agosto de 2010

A NOVA REFORMA PROTESTANTE


O texto abaixo é o início da reportagem de capa da revista Época dessa semana. Vocês poderão facilmente encontrar o texto todo na internet, mas eu aconselho a todos a comprar a revista. Vale a pena prestigiar o veículo que fez esse belíssimo trabalho!


Inspirado no cristianismo primitivo e conectado à internet, um grupo crescente de religiosos critica a corrupção neopentecostal e tenta recriar o protestantismo à brasileira


Rani Rosique não é apóstolo, bispo, presbítero nem pastor. É apenas um cirurgião geral de 49 anos em Ariquemes, cidade de 80 mil habitantes do interior de Rondônia. No alpendre da casa de uma amiga professora, ele se prepara para falar. Cercado por conhecidos, vizinhos e parentes da anfitriã, por 15 minutos Rosique conversa sobre o salmo primeiro (“Bem-aventurado o homem que não anda segundo o conselho dos ímpios”). Depois, o grupo de umas 15 pessoas ora pela última vez – como já havia orado e cantado por cerca de meia hora antes – e então parte para o tradicional chá com bolachas, regado a conversa animada e íntima.

Desde que se converteu ao cristianismo evangélico, durante uma aula de inglês em Goiânia em 1969, Rosique pratica sua fé assim, em pequenos grupos de oração, comunhão e estudo da Bíblia. Com o passar do tempo, esses grupos cresceram e se multiplicaram. Hoje, são 262 espalhados por Ariquemes, reunindo cerca de 2.500 pessoas, organizadas por 11 “supervisores”, Rosique entre eles. São professores, médicos, enfermeiros, pecuaristas, nutricionistas, com uma única característica comum: são crentes mais experientes.

Apesar de jamais ter participado de uma igreja nos moldes tradicionais, Rosique é hoje uma referência entre líderes religiosos de todo o Brasil, mesmo os mais tradicionais. Recebe convites para falar sobre sua visão descomplicada de comunidade cristã, vindos de igrejas que há 20 anos não lhe responderiam um telefonema. Ele pode ser visto como um “símbolo” do período de transição que a igreja evangélica brasileira atravessa. Um tempo em que ritos, doutrinas, tradições, dogmas, jargões e hierarquias estão sob profundo processo de revisão, apontando para uma relação com o Divino muito diferente daquela divulgada nos horários pagos da TV.

Estima-se que haja cerca de 46 milhões de evangélicos no Brasil. Seu crescimento foi seis vezes maior do que a população total desde 1960, quando havia menos de 3 milhões de fiéis espalhados principalmente entre as igrejas conhecidas como históricas (batistas, luteranos, presbiterianos e metodistas). Na década de 1960, a hegemonia passou para as mãos dos pentecostais, que davam ênfase em curas e milagres nos cultos de igrejas como Assembleia de Deus, Congregação Cristã no Brasil e O Brasil Para Cristo. A grande explosão numérica evangélica deu-se na década de 1980, com o surgimento das denominações neopentecostais, como a Igreja Universal do Reino de Deus e a Renascer. Elas tiraram do pentecostalismo a rigidez de costumes e a ele adicionaram a “teologia da prosperidade” (leia o quadro abaixo). Há quem aposte que até 2020 metade dos brasileiros professará à fé evangélica.

Dentro do próprio meio, levantam-se vozes críticas a esse crescimento. Segundo elas, essemodelo de igreja, que prospera em meio a acusações de evasão de divisas, tráfico de armas e formação de quadrilha, tem sido mais influenciado pela sociedade de consumo que pelos ensinamentos da Bíblia. “O movimento evangélico está visceralmente em colapso”, afirma o pastor Ricardo Gondim, da igreja Betesda, autor de livros como Eu creio, mas tenho dúvidas: a graça de Deus e nossas frágeis certezas (Editora Ultimato). “Estamos vivendo um momento de mudança de paradigmas. Ainda não temos as respostas, mas as inquietações estão postas, talvez para ser respondidas somente no futuro.”

Nos Estados Unidos, a reinvenção da igreja evangélica está em curso há tempos. A igreja Willow Creek de Chicago trabalhava sob o mote de ser “uma igreja para quem não gosta de igreja” desde o início dos anos 1970. Em São Paulo, 20 anos depois, o pastor Ed René Kivitz adotou o lema para sua Igreja Batista, no bairro da Água Branca – e a ele adicionou o complemento “e uma igreja para pessoas de quem a igreja não costuma gostar”. Kivitz é atualmente um dos mais discutidos pensadores do movimento protestante no Brasil e um dos principais críticos da“religiosidade institucionalizada”. Durante seu pronunciamento num evento para líderes religiosos no final de 2009, Kivitz afirmou: “Esta igreja que está na mídia está morrendo pela boca, então que morra. Meu compromisso é com a multidão agonizante, e não com esta igreja evangélica brasileira.”

Essa espécie de “nova reforma protestante” não é um movimento coordenado ou orquestrado por alguma liderança central. Ela é resultado de manifestações espontâneas, que mantêm a diversidade entre as várias diferenças teológicas, culturais e denominacionais de seus ideólogos. Mas alguns pontos são comuns. O maior deles é a busca pelo papel reservado à religião cristã no mundo atual. Um desafio não muito diferente do que se impõe a bancos, escolas, sistemas políticos e todas as instituições que vieram da modernidade com a credibilidade arranhada. “As instituições estão todas sub judice”, diz o teólogo Ricardo Quadros Gouveia, professor da Universidade Mackenzie de São Paulo e pastor da Igreja Presbiteriana do Bairro do Limão. “Ninguém tem dúvida de que espiritualidade é uma coisa boa ou que educação é uma coisa boa, mas as instituições que as representam estão sob suspeita.”

Uma das saídas propostas por esses pensadores é despir tanto quanto possível os ensinamentos cristãos de todo aparato institucional. Segundo eles, a igreja protestante (ao menos sua face mais espalhafatosa e conhecida) chegou ao novo milênio tão encharcada de dogmas, tradicionalismos, corrupção e misticismo quanto a Igreja Católica que Martinho Lutero tentou reformar no século XVI. “Acabamos nos perdendo no linguajar ‘evangeliquês’, no moralismo, no formalismo, e deixamos de oferecer respostas para nossa sociedade”, afirma o pastor Miguel Uchôa, da Paróquia Anglicana Espírito Santo, em Jaboatão dos Guararapes, Grande Recife. “É difícil para qualquer pessoa esclarecida conviver com tanto formalismo e tão pouco conteúdo.”

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Doações para desabrigados de Maricá



ABAIXO:
CARTA DE SOCORRO
(Missionários Wesley e Prisicila)

Graça e paz,
A coisa esta muito feia. Inúmeras pessoas desabrigadas.
Mas a coisa nos municípios próximos esta horrível centenas pessoas desabrigadas e algumas presas em casa, meu carro mesmo esta preso dentro de casa, é impossível transitar com um carro comum, devido ao grande deslocamento de lama promovido palas enchentes.
Nestes dias o desespero foi grande quase liguei p grandes igrejas pedindo R$ 8.000,00, isso mesmo oito mil em grana p/ eu somar com meus (R$ 2.000,00) dois e comprar um NIVA, pois é o único carro que entra em locais de difícil aceso, bem fora os grandes e "caros", mas Pri acredita que isso levaria muito tempo.
Acredito que se comunicarmos as pessoas certas, conseguiremos, prefiro tentar.
Tem lugares que resgatei pessoas completamente debaixo de d’água, mais de 2 metros de altura, foi o que encontramos nas ruas de alguns bairros aqui.
Mas ainda estou pensando em pedir roupas e mantimentos, então estou sendo bem direto, com NIVA ou sem NIVA iremos socorrer estas famílias.
Agora é com vcs, vejam o que podem fazer, por este povo aqui, nós como missão estamos prontos, para fazer toda distribuição.
Lembrando que inúmeros desabrigados são nossos irmão na fé, esperando o socorro da igreja, já que o governo local tem feito vista grossa.
Nos ajudem a ajudar os desabrigados de Maricá, Silva Jardim e Tanguá, municípios que temos acompanhado de perto.
Aguardo a ajuda de vcs.
Continuo trabalhando com o grupo de socorristas voluntários, todas as tardes s noites, hoje iremos nos deslocar p/ o município de Silva Jardim.
Divulgue este e-mail, comunique seus amigos e mobilize sua igreja, pois o evangelho não deve ser pregado somente com palavras, mas sim com atitudes.
OBS: a Defesa Civil de nosso municipio não possui nenhuma viatura propria, nem mesmo "cordas", as cordas usadas foram as minhas que uso nas instruções de Rapel, a abulancia (particular/ sedida por um dos voluntarios do meu grupo) que estamos usando não pode ser levada a locais com muita lama, pois é pesada e não é um vaiculo apropriado p/ se usar no barro.


quarta-feira, 7 de abril de 2010

É fácil falar

Foi muito fácil ouvir e ler pastores brasileiros afirmarem que os recentes desastres no Haiti foi castigo de Deus em resposta ao voodoo e aos pactos satânicos daquela nação.

Difícil está sendo encontrar homens corajosos o suficiente para afirmar que essas chuvas aqui no Rio são resposta de um Deus que pesa a mão sobre a corrupção, a prostituição, a desigualdade social, a degradação ambiental...

Para falar a verdade, não quero entrar nessa briga. O assunto agora não é esse.

O livro de Tiago diz que se uma pessoa estiver nua ou passando fome e lhe dissermos "ide em paz, aquentai-vos, e fartai-vos" sem porém darmos as coisas necessárias para isso, nenhum proveito teriam nossas palavras "proféticas". A bíblia ensina que a fé, se não tiver as obras, é morta em si mesma.

Mais uma vez, é fácil falar e difícil viver.

Quando lembro que nos últimos três dias mal coloquei o nariz para fora da porta de casa, me sinto péssima. Minha casa é forte e alta. Uma fortaleza nesses dias. Aqui estou segura com minha família, com minha cozinha abastecida, meu computador e todos meus demais mimos.
Enquanto isso, as chuvas e os ventos aumentaram nas últimas duas horas e os mortos contabilizados já passam de 130.

A pergunta que me faço indico a todos: Que tipo de crente sou eu???


PS.1: As fotos foram tiradas ontem em Maricá/RJ.

PS.2: Enquanto escrevia esse post, minha luz caiu duas vezes e, se não fosse o salvamento automático, teria desistido.

sábado, 6 de março de 2010

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Quer conhecer mais sobre a Índia?

Então leia algumas notícias atuais que a mídia e a novela "Caminhos das Índias" não mostram:

Menina cristã é mutilada por hindus

Extremistas hindus queimaram com bomba o rosto de uma menina cristã de 10 anos, infligindo-lhe ferimentos com estilhaços em 40% de seu corpo e forçando sua família a se esconder em uma floresta e fugir para um campo de refugiados no Estado de Orissa.

Toda essa violência começou após os cristãos terem sido culpados pela morte do líder hindu Swami Laxmanananda Saraswati em 24 de agosto. Eles continuam a ser perseguidos embora os maoístas tenham admitido abertamente terem assassinado Saraswati.

Agora, os hindus oferecem dinheiro, comida e álcool para quem assassinar cristãos e destruir suas casas, especialmente os pastores. O “preço” para matar um pastor, por exemplo, é equivalente a 500 reais, segundo o cristão Faiz, líder de vários orfanatos. Milhares de casas e igrejas foram destruídas, e os cristãos foram forçados a fugir da violência. Muitos foram encharcados com querosene e incendiados após se recusarem a renunciar a fé em Cristo.


Violência anti-religiosa na Índia não cessa: mortes, estupros e incêndios

Os ataques anti-Cristãos se espalharam por 14 distritos de Orissa, desde o assassinato de Swami Lakhmananda Saraswati, em 23 de agosto, que desencadeou uma eclosão de violência e já provocou a morte a 60 pessoas e o deslocamento de cerca de 70 mil. Mais de 18 mil foram feridas; 4.500 casas e igrejas foram destruídas na “vingança” da morte do líder hindu e duas mulheres cristãs, entre elas uma freira, foram estupradas. (dados de outubro de 2008)

À meia-noite de 3 de outubro, na vila de Dumarbhavna, três jipes lotados de nacionalistas hindus arrombaram a porta de uma casa onde acontecia um encontro de três dias de oração. Os nacionalistas atacaram os participantes enquanto dormiam – forçando, inclusive, dois cristãos a agredirem seus companheiros de oração, sob ameaça de morte.

No dia 13 de outubro, um soldado paramilitar designado para proteger cristãos da violência em Kandhamal, Estado de Orissa, foi golpeado e assassinado por uma quadrilha na vila de Sisapanga.
No último dia 16 de dezembro foi seqüestrado um líder cristão muito estimado no distrito de Kandhamal, em Orissa. “O homem foi agredido por um grupo de 50 pessoas quando estava em companhia de seu filhos, que conseguiram escapar”, diz a agência Asianews.

Um catequista Católico Jubaraj Digal foi encontrado morto dia 18 de dezembro, depois do seu filho ter relatado dois dias antes, que ele havia sido detido e agredido por uma multidão.


Discriminação política

Essa semana foi publicado que, segundo o conselho global de cristãos indianos (CGCI), mais de 70.000 eleitores cristãos não poderão votar nas eleições federais e locais de Abril/Maio. São pessoas que tiveram que abandonar suas vilas para escapar da violência e estão sem os títulos de eleitor, que foram queimados durante o massacre.

Fontes locais afirmaram que os refugiados não podem voltar para casa porque os hindus acusam os cristãos de converter hindus à força e de matar vacas, animais que hindus consideram ser sagrados. E a discriminação continua.

Isto era um orfanato católico.
Aqui uma jovem de 20 anos foi queimada


Esse texto foi escrito com informações das agências: Missão Portas Abertas; Gospel+; Compass Direct; UCA News; Canção Nova; e Christian Today.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Pastor Márcio Valadão fala acerca do Natal


O crente deve ou não celebrar o Natal? Essa é uma das polêmicas que surgem todos os anos nesta época. Alguns evangélicos questionam a veracidade sobre a data do nascimento de Jesus.

O verdadeiro sentido do Natal que é Cristo vivo em nosso coração tem sido desviado cada vez mais do seu sentido original. O que se vê hoje é uma festa mercantilista, rodeada por comidas e presentes. As igrejas evangélicas normalmente não comemoram esta data, uma vez que ela não faz parte dos ensinos bíblicos. Para falar sobre esta e outras questões, o pastor Márcio Valadão, presidente da Igreja Batista da Lagoinha expõe o seu ponto de vista e fala como a IBL se comporta diante da data.

O que pode significar o Natal para os evangélicos nos dias atuais?
Pastor Márcio Valadão: Creio que nos dias atuais uma revelação nova tem vindo à Igreja do Senhor dentro da compreensão de que não podemos viver em cima de datas ou de eventos. A realidade do Natal é um momento carinhoso, precioso para a família, um momento de comunhão e de alegria. Entretanto é importante ressaltar que o Natal não foi algo que Jesus determinou para nós celebrarmos. Ele mandou celebramos a morte dEle e não o Seu nascimento. Ao longo da história, a cristandade tem lembrado mais o nascimento do Senhor. Acontece que houve uma deturpação muito grande a respeito do Natal. Natal hoje é nada mais do que uma festa onde a pessoa que deveria ser a primazia – Jesus – é a pessoa desconhecida. Natal hoje é roupa nova, comida, Papai Noel. Se analisarmos bem, veremos que o Natal se tornou uma festa secular, não uma festa espiritual. Aqui na Igreja Batista da Lagoinha fomos esvaziando o Natal. Procuramos levar pessoas a compreender que não devemos viver uma data. Natal deve ser todos os dias. Assim como o dia dos pais, das mães e das crianças deve ser todos os dias. Natal não deve ser como uma data apenas. O Natal para nós tem de ser justamente a compreensão de que um dia Jesus nasceu! Deus veio até nós revelando o Seu amor, mas Ele não nos mandou celebrar o Natal. Ele nos mandou mostrar a vida. Muitas Igrejas estão começando a entender que o Natal não tem muita base bíblica assim como ele é comemorado. Para nós o fato maior é este: Jesus nasceu e morreu por nós, mas ressuscitou.

Quais são as heresias do Natal?
Pastor Márcio: Não vejo tanto como uma questão de heresia. Uma criança, por exemplo, compreende que Natal é Papai Noel, é festa, árvore de Natal, luzes, comidas e muitos presentes. O Natal é uma das épocas nas quais as pessoas ficam mais deprimidas. Eu não vejo essa data como algo diabólico, pelo contrário, eu entendo que é melhor a pessoa celebrar o Natal do que celebrar a festa de Iemanjá. O que eu quero dizer é sobre o modo como as pessoas comemoram essa data, visto que ela não tem base bíblica. A Igreja sempre celebrava a ressurreição de Jesus, sempre se unia na ressurreição do Senhor. Durante o decorrer da história houve uma paganização da fé cristã. A Igreja, genuinamente Igreja, deve começar a dar valor àquilo que realmente Jesus dá valor. Há muitas coisas que são colocadas na celebração do Natal que não tem nada a ver com o nascimento de Jesus.

Sabemos que o crente não deve agir de acordo com os padrões do “mundo”. O que o senhor pode dizer para alguém que insista em comemorar o Natal no contexto do “mundo” (árvores de Natal, luzes, Papai Noel...)?
Pastor Márcio: Se a pessoa tem liberdade de comemorar o Natal dessa forma, ela deve comemorar, pois um costume é muito difícil de ser mudado. E as pessoas estão inseridas dentro de um contexto familiar também. O crente não é um “estraga prazer”. Muitas vezes a família tem esse costume e que não deve ser visto uma coisa pecaminosa. Nós temos que ver é o próprio coração de Deus, o que Ele se agrada e aquilo que Ele não se agrada. Não que seja pecado uma pessoa comer peru, dar presentes ou coisas assim, mas é importante relembrar que não deve ser um dia apenas, deve ser o normal da vida de cada pessoa essa situação.

Como o crente deve comemorar o Natal? Qual seria o Natal ideal para o cristão?
Pastor Márcio: A Palavra Natal é exatamente “natalício”, ou seja, comemorar o aniversário de alguém. Jesus disse assim: “Se me amais, guardareis os meus mandamentos.” Não podemos provar o nosso amor por Jesus apenas celebrando o Natal. Em Isaías 53, verso 11 diz: “Ele verá o fruto do trabalho da sua alma, e ficará satisfeito; com o seu conhecimento o meu servo justo justificará a muitos, e as iniqüidades deles levará sobre si.” O período natalino é um período também onde os corações estão mais sensíveis, mais abertos para ouvir a própria história de Jesus. Então a melhor maneira de um cristão celebrar ou participar ou aproveitar esse momento é exatamente falando de Jesus, evangelizando, elevando corações a conhecerem não o Natal de Jesus, mas o Jesus que nasceu, o Cristo vivo.

Como a Igreja Batista da Lagoinha vê as comemorações do Natal?
Pastor Márcio: Aqui na Igreja fomos pouco a pouco esvaziando a comemoração do Natal quando percebemos que as Escrituras não falam tanto sobre o assunto. Nós falamos sobre o nascimento de Jesus, pregamos sobre o nascimento de Jesus, amamos a Jesus com todo o nosso coração, mas o grande erro é exatamente as pessoas se lembrarem dEle apenas em um dia e um dia dentro de uma conotação mais mercantilista do que realmente de uma ilustração de fé. É tão interessante observar que no Natal, quando algum país está em guerra, faz-se uma trégua no Natal exatamente para lembrar que Jesus nasceu e um dos nomes do Senhor é “Príncipe da Paz”. Aqui na IBL nós não temos um culto de Natal, cheio de árvores de Natal, de velinhas, contudo olhamos com simpatia, não criticamos, não jogamos pedras naqueles que têm liberdade de celebrá-lo. Amamos as pessoas porque amamos a Jesus! Isso não significa que aqueles que não celebram o Natal sejam melhores do que aqueles que celebram, não é assim! Deus vê o nosso coração, Ele conhece a nossa vida e se alguém tem liberdade de celebrar o Natal dentro desse contexto, celebre. A pessoa que não tem liberdade, não celebre. Mas o que deve existir?
Em todas as coisas têm de existir a compreensão, a fé e o amor, porque Natal não é época de briga. Natal, pelo fato do Senhor ter nascido, os anjos cantaram: “Glórias a Deus nas alturas e paz na terra”. Jesus veio exatamente para trazer paz. Porém, não há um texto na Bíblia que nos mande celebrar o nascimento, o Seu nascimento. Em razão disso muitas pessoas entram no “espírito” do Natal, mas como eu havia dito, em um espírito mercantilista. Quantas pessoas hoje não estão pagando dívidas de Natal que fizeram há três anos? Virou um peso do que era para ser uma expressão de bênção. Deve haver em todos nós um coração simples, humilde e acima de tudo um coração cheio de amor. Como no dia 25 de dezembro é feriado aqui no Brasil, devemos usá-lo para ensinar os irmãos a usarem esse dia para estarem em comunhão com a família, visitar os parentes, orar, abençoar e não simplesmente reduzir a fé cristã ao único dia.

Na sua família, como é comemorado o dia 25 de dezembro?
Pastor Márcio: É um dia normal. Pelo fato de ser feriado é um dia em que a gente tem mais liberdade. É um dia que separamos para comer uma comida melhor e outras pessoas da família se reúnem. É um momento gostoso de comunhão, de alegria, momento de muita vida e de muita gratidão, mas que pode acontecer no dia 26, 27, 28 e não apenas no dia 25 de dezembro.

Deixe uma mensagem natalina para aos usuários do Lagoinha.com.
Pastor Márcio Valadão: Eu desejo que durante esse tempo de festas – pois a Bíblia fala muito de festas, os judeus faziam muitas festas, sete vezes por ano praticamente paravam tudo para celebrar festas – seja um período rico na vida de cada um que acessa o Lagoinha.com. Que realmente sobre a vida de cada internauta esteja a bênção do Senhor, daquele que nasceu, cresceu, daquele que morreu na Cruz, mas ressuscitou e está assentado à destra do Trono de Deus. Que Ele possa abençoar os seus corações e que os seus olhos estejam abertos para perceber mais e mais que o que vale na vida, que aventura mais gloriosa de existir é exatamente seguir a Jesus e fazer Sua vontade. Caminhar sobre a luz dEle e sabendo que, quando Ele nasceu, Isaías já havia profetizado: “E o seu nome será: Maravilhoso , Conselheiro, Deus forte, Pais de Eternidade, Príncipe da Paz.” Continue amando ao Senhor e Ele vai estar contemplando o seu coração. O melhor presente foi Deus quem nos Deu. Ele nos deu Jesus, o Seu filho, como o nosso Salvador! Amém.



Fonte: Lagoinha.com

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Ajude Santa Catarina!

Você não pode ter idéia do que é enquanto não está lá...
Mas mesmo assim, pode fazer alguma coisa...
Então faça!

Veja as notícias de Santa Catarina e as maneiras de ajudar no site da Defesa Civil de Snata Catarina.
http://www.defesacivil.sc.gov.br/

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Escutem essa voz!


Éramos cerca de duas mil pessoas hoje na passeata do Movimento Pró-democracia, segundo a PM. Vestidos de preto e nariz vermelho, portando apitos e a bandeira do Brasil, nossa intenção de criticar a boca de urna, a falta de apuração das denúncias e um feriado mal intencionado encontrou o TRE fechado - ponto facultatido em função do feriado dos servidores. Parece ironia!

O músico Tico Santa Cruz discursou em resposta à declaração do desembargador Alberto Motta Moraes, presidente do TRE, que chamou a mobilização de "manifestação de perdedor": "perdedor é quem lesa a democracia e a Constituição."

Estou muito orgulhosa do que vi hoje. Era "um bando de estudante" sim, com muito orgulho! Porque política não se assiste, meu irmão, mas se faz!

Essas fotos foram feitas pelo Bruno Cachinho, colega do meu querido professor André Beltrão. Os organizadores avisam que vai haver novas manifestações.

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Pelo terceiro turno no Rio


Com os ideais DEMOCRÁTICO, APARTIDÁRIO, PACÍFICO e ESPONTÂNEO, está sendo irganizado um movimento Pró-democracia no Rio de Janeiro.

A proposta é uma passeata saindo da Cinelância em direção ao TRE em protesto à eleição de seugundo turno e propondo a realização de um terceiro turno, visto que 20% da população não compareceu às urnas devido a um feriadão antecipado (?).

Dia 31/10/2008, às 13h, na Cinelândia.
Vamos nos mobilizar!


Mais informações no Pró-democracia.